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Book de fotos: quantos looks e quantas fotos por finalidade
Por Redação Fotografia do Dia · Brasil · Leitura de 11 minutos

Neste artigo
- Quem abre o book decide o tamanho dele
- Book para vaga de trabalho: 1 look e 4 fotos resolvem
- Book para agência ou casting: 3 looks e o mínimo de maquiagem
- Book para perfil pessoal e redes: 5 looks e o recorte vertical
- O recorte manda: por que a mesma foto serve num destino e falha no outro
- Os cinco dias antes da sessão
- O que levar na mala do dia
- O corte: de 800 arquivos a 30 fotos, com quatro perguntas
- Perguntas frequentes
Um book de fotos existe para ser aberto por alguém específico. O destinatário decide quantos looks entram, quantas imagens saem tratadas e qual enquadramento manda dentro da seleção.
A pergunta que abre o trabalho não é qual roupa levar. É para onde o book vai: uma vaga de trabalho, uma agência de modelo, um perfil pessoal. Cada destino tem uma expectativa de formato bem estabelecida, e entregar o formato errado custa a chance mesmo com foto boa.
Os valores citados adiante são indicativos e variam por região e por temporada. Um book de estúdio circula numa faixa indicativa de R$ 600 a R$ 2.500, e a variável que mais move o número é a quantidade de looks contratada.
Quem abre o book decide o tamanho dele
Três destinos, três tempos de leitura. Quem recruta para uma vaga passa segundos na foto e volta para o currículo. Quem seleciona para casting precisa enxergar o corpo e o rosto sem interferência, porque vende a transformação depois. Quem chega pelo perfil pessoal navega, compara e fica.
A consequência prática é direta. Volume ajuda um destino e atrapalha os outros dois. Vinte imagens numa candidatura a emprego diluem a leitura; quatro imagens num perfil pessoal esvaziam o feed em duas semanas.
Feche o destino antes de contratar. Ele define o número de looks, e o número de looks define a duração da sessão e o valor do orçamento.
Book para vaga de trabalho: 1 look e 4 fotos resolvem
Aqui a seleção é curta de propósito. Um look, 3 a 5 imagens tratadas, fundo liso e roupa do registro da função. Uma delas em recorte quadrado, para as fotos de perfil que cortam a imagem original.
O mecanismo é o tempo de olhar. Quem contrata compara candidaturas em série e busca reconhecimento imediato do rosto, e não repertório visual. Variação de cenário compete com a leitura do rosto e não acrescenta informação nova.
Enquadre em meio corpo, com o rosto ocupando a parte de cima do quadro. Luz frontal de janela grande, com a pessoa a dois passos do vidro e o corpo girado uns 20 graus, entrega volume sem sombra dura embaixo do olho.
Um book curto assim costuma sair de uma sessão de meia hora, e a faixa indicativa cai para R$ 250 a R$ 700 em estúdio compartilhado.
Book para agência ou casting: 3 looks e o mínimo de maquiagem
A prática corrente das agências de modelo pede duas peças. Primeiro as polaroides digitais, que são fotos cruas, sem maquiagem pesada, roupa justa e simples, fundo liso: corpo inteiro de frente, corpo inteiro de costas, meio corpo, close frontal e close de perfil. São 5 a 8 imagens e elas não recebem tratamento.
Depois vem o book criativo, com 3 looks e 15 a 20 imagens tratadas, mostrando faixas diferentes de expressão. O material cru e o material trabalhado viajam juntos, porque a agência precisa comparar os dois.
O que reprova nessa etapa é maquiagem pesada e tratamento agressivo de pele. Quem seleciona quer ver o ponto de partida, e uma imagem muito alterada gera desconfiança sobre o que vai aparecer no dia da produção.
Fotos de agência aceitam menos improviso de luz. Fundo liso, luz frontal e ampla, sem sombra desenhada no rosto: a leitura precisa ser plana e honesta.
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Book para perfil pessoal e redes: 5 looks e o recorte vertical
Aqui o volume ajuda. 4 a 6 looks, 25 a 40 imagens tratadas, dois cenários e duas condições de luz diferentes, sol baixo e sombra aberta. A conta é de abastecimento: um perfil consome material.
O formato manda mais que a pose. As redes exibem vertical e cortam as laterais da imagem horizontal, então o enquadramento precisa nascer vertical, com folga acima da cabeça para o corte não decapitar ninguém.
Reserve algumas imagens com espaço vazio de um lado. Elas aceitam texto por cima e viram capa, e um book que só tem enquadramento fechado não entrega nenhuma.
Sessão com essa quantidade de looks dura de 2 a 3 horas e puxa o orçamento para a parte de cima da faixa indicativa mencionada acima, além de custo de troca de locação.
O recorte manda: por que a mesma foto serve num destino e falha no outro
A diferença entre um book que funciona e um que trava aparece no recorte, e a mecânica dele é geométrica.
Toda plataforma exibe a imagem dentro de uma proporção fixa e descarta o que sobra. O retrato horizontal entra num espaço vertical perdendo as laterais; o vertical entra num espaço quadrado perdendo o topo e a base. O corte acontece a partir do centro, e nada avisa o que ficou de fora.
O caso mais duro é a foto de perfil circular. Ela recorta um círculo dentro do quadrado, o que descarta os quatro cantos e ainda reduz a imagem a poucas dezenas de pixels em algumas telas. Numa foto de corpo inteiro, o resultado é um rosto pequeno demais para reconhecer, e a mesma imagem funcionaria bem numa galeria aberta.
Daí sai a régua prática das três proporções. Enquadramento vertical para redes, com folga acima da cabeça para o corte não decapitar. Enquadramento quadrado, ou uma versão que sobreviva ao quadrado, para foto de perfil e crachá. Enquadramento horizontal apenas para capa e banner, sempre com espaço vazio de um lado.
A régua de leitura fecha a conta: reduza a imagem até o tamanho de uma miniatura na tela e olhe. Se o rosto some, a foto não serve para perfil, por melhor que ela esteja aberta em tamanho grande.
Os cinco dias antes da sessão
O preparo que muda o retrato acontece antes do dia, e quase nada nele custa dinheiro.
- Corte de cabelo com três dias de antecedência, nunca na véspera. Corte recém-feito aparece duro na foto, e três dias devolvem o caimento natural.
- Nada de procedimento novo na pele na semana da sessão. Reação e vermelhidão aparecem no retrato e dão trabalho na edição.
- Sono nas duas noites anteriores. Olheira e olho inchado são o defeito que a edição mais demora a resolver e mais estraga quando resolvida demais.
- Roupas lavadas e passadas na véspera, penduradas em cabide e transportadas assim. Vinco de mala aparece em qualquer luz lateral.
- Barba feita na manhã do dia, para quem vai de rosto liso, e aparada com dois dias, para quem vai de barba curta.
- Unhas limpas e curtas, porque a mão entra em quadro em boa parte dos enquadramentos de meio corpo.
- Coma antes de sair. Sessão de duas horas com fome devolve expressão apagada na segunda metade.
O que levar na mala do dia
- Uma peça a mais do que o número de looks combinados, em cor diferente das outras.
- Camiseta lisa branca e outra preta, que resolvem o retrato de agência e a foto de vaga sem competir com o rosto.
- Sapato de cada look, mesmo quando o corte previsto é de meio corpo. Enquadramento muda no meio da sessão.
- Rolo tira-fiapo e um pente, os dois itens que mais salvam foto no dia.
- Lenço de papel matificante, para o brilho da testa sob luz frontal.
- Água e uma fruta, pela mesma razão da refeição antes de sair.
O corte: de 800 arquivos a 30 fotos, com quatro perguntas
A seleção começa na galeria de prova e termina no destino escolhido. Passe cada imagem por quatro perguntas, na ordem.
- Ela repete outra que já entrou. Fora, mesmo sendo boa.
- O olho está fechado, desfocado ou com o brilho apagado. Fora, sem exceção.
- Mão, ombro ou objeto atrapalha a leitura do rosto. Fora.
- Ela mostra alguma coisa que nenhuma outra da seleção mostra. Fica.
Depois do corte, ordene. A primeira imagem carrega a decisão de quem abre, e ela vai para o topo mesmo que a sua favorita fique em terceiro.
Um detalhe do critério: escolha pelo que o destinatário precisa ver, e não pela foto de que você mais gostou. As duas coincidem menos do que parece, e a segunda é a que enche um book de imagens parecidas.
O ajuste que muda o book é fechar o destino antes da sessão e travar o número de looks por ele. Levar cinco looks para uma seleção que pede três não muda nada, e ainda encurta o tempo de cada um. Nós separamos por destino. Você escolhe o seu.
Perguntas frequentes
Quantas fotos deve ter um book?
Depende de quem vai abrir. Vaga de trabalho pede 3 a 5 imagens tratadas em um look. Agência de casting pede 5 a 8 fotos cruas mais 15 a 20 tratadas em três looks. Perfil pessoal e redes pedem 25 a 40 imagens em quatro a seis looks, porque ali o volume abastece.
Quanto custa um book de fotos?
A faixa indicativa vai de R$ 600 a R$ 2.500 em estúdio, e a variável que mais move o número é a quantidade de looks. Um book curto de vaga, com um look e meia hora de sessão, cai para a faixa de R$ 250 a R$ 700 em estúdio compartilhado.
O que são polaroides digitais de agência?
Fotos cruas, sem tratamento e com maquiagem mínima, em roupa justa e fundo liso: corpo inteiro de frente, de costas, meio corpo, close frontal e close de perfil. A agência precisa ver o ponto de partida, e imagem muito alterada gera desconfiança sobre o dia da produção.
Que roupa levar para o book?
Uma peça a mais que o número de looks combinados, em cor diferente das outras, mais camiseta lisa branca e preta. Tudo lavado e passado na véspera, transportado em cabide. Tecido fosco e liso, sem trama miúda, que interage com a grade do sensor.
Devo cortar o cabelo antes da sessão?
Sim, com três dias de antecedência, nunca na véspera. Corte recém-feito aparece duro na foto e três dias devolvem o caimento. A mesma regra vale para procedimento novo na pele: nada de novidade na semana da sessão.
Por que minha foto fica boa aberta e ruim no perfil?
Por causa do recorte. A foto de perfil corta um círculo dentro do quadrado e ainda reduz a imagem a poucas dezenas de pixels em algumas telas. Corpo inteiro some nesse tamanho. Reduza a imagem até o tamanho de uma miniatura e olhe: se o rosto some, ela não serve para perfil.
Como escolher quais fotos entram?
Por quatro perguntas em ordem: ela repete outra que já entrou, o olho está fechado ou apagado, alguma coisa atrapalha a leitura do rosto, e ela mostra algo que nenhuma outra mostra. Escolha pelo que o destinatário precisa ver, e não pela sua favorita.
Quantas fotos o fotógrafo tira numa sessão de book?
Entre 300 e 800 arquivos, conforme a quantidade de looks. O número alto é normal e faz parte do método: variação de pose e de expressão se resolve fotografando muito. O que você compra é a seleção final, e não o total de cliques.
Book precisa de maquiagem profissional?
Para vaga de trabalho e agência, quanto menos melhor, porque quem seleciona quer ver o ponto de partida. Para perfil pessoal e material de divulgação, ela ajuda e vale o custo. Em qualquer caso, evite testar maquiagem nova no dia da sessão.
Preciso refazer o book todo ano?
Refaça quando a aparência mudar de forma visível, com corte de cabelo, barba, peso ou cor, ou quando o destino mudar. Book que mostra alguém diferente de quem vai aparecer na entrevista trabalha contra você, e é o único critério que importa aqui.
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