O clique · Enquadramento

Foto de animais: a velocidade de obturador por comportamento

Brasil · Leitura de 5 minutos

Tira de teste com faixas de exposição do claro ao escuro deitada na bancada, sob a luz de segurança vermelha

Foto de bicho falhada volta quase sempre com o mesmo defeito: o corpo do animal nítido e a cabeça borrada. A causa raramente é falta de paciência, e quase sempre é a velocidade de obturador escolhida.

O segundo defeito é a altura. Foto tirada em pé, de cima pra baixo, mostra o chão da sala e o topo da cabeça, e o animal perde a cara que você queria guardar.

Nós separamos o assunto por comportamento. Cada situação tem uma faixa de velocidade e uma altura de câmera, e as duas se decidem antes do bicho entrar em quadro.

Animal parado ou dormindo: 1/125 e a lente no chão

Gato dormindo, cachorro deitado e coelho parado se resolvem com 1/125 de segundo. A velocidade segura o tremor da mão e ainda sobra luz pra fechar um pouco o diafragma.

Aqui a altura decide mais que o obturador. Apoie a câmera no chão, com a lente entre vinte e trinta centímetros do piso, na linha do olho do animal. O piso sai do fundo, a parede entra, e o bicho deixa de parecer visto de cima.

Animal dormindo continua se mexendo. O flanco sobe com a respiração e a orelha vira sozinha. Dispare três quadros em vez de um e escolha depois.

Brincadeira dentro de casa: 1/250 e a janela como fonte única

Dentro de casa a luz é pouca e o movimento é curto e imprevisível: o pulo pro brinquedo, a arrancada pelo corredor, a mordida no ar.

Trabalhe em 1/250 de segundo e leve a brincadeira pra um passo e meio da janela, com a luz batendo de lado. Desligue a lâmpada de teto, que mistura cor com a luz do dia e deixa o pelo claro amarelado.

Deixe a sensibilidade em automático com teto definido por você, e o manual do fabricante mostra onde configurar o teto. Sombra com granulado se conserta na edição; cabeça borrada, não.

A altura muda com o tamanho do bicho: sente no chão e mantenha a câmera na altura do peito do animal, um pouco abaixo do queixo.

Corrida em parque ou praia: de 1/1000 pra cima

Cachorro solto muda de direção a cada dois segundos. 1/1000 de segundo congela o corpo inteiro, e 1/2000 congela também a orelha em movimento e a água que salta da pata.

Sol aberto entrega luz de sobra pra essas velocidades. Use o modo de prioridade de obturador, marcado S ou Tv no seletor, e deixe o equipamento escolher o diafragma sozinho.

O foco contínuo, chamado AF-C ou AF servo no manual do fabricante, mantém o assunto travado enquanto ele se aproxima. O foco simples trava uma vez e erra o resto da corrida.

Agache até a altura do joelho, entre quarenta e sessenta centímetros do chão. O horizonte entra atrás do animal e a corrida ganha velocidade dentro da imagem.

Uma escolha de posição vale mais que a perseguição: em vez de correr atrás, marque o ponto por onde ele vai passar, foque ali antes e espere o bicho chegar no seu enquadramento.

Bicho arisco e animal de rua: 1/500 a seis passos de distância

Gato de rua, ave em praça e cachorro que não conhece você não deixam aproximar. A distância de fuga muda de bicho pra bicho, e quem fotografa fauna urbana respeita o primeiro sinal: orelha virada pra trás, corpo tenso, cabeça baixa.

Fique a seis passos, algo perto de quatro metros e meio, e use a lente mais longa que você tiver. 1/500 de segundo cobre o movimento de cabeça, que é o que sobra quando o corpo está parado.

Baixe o corpo antes de levantar a câmera. Agachar encolhe a sua silhueta e compra o segundo que faltava pro clique.

Comida como atrativo tem limite claro: alimentar animal de rua muda o comportamento dele com todo mundo depois. Fotografe o bicho como ele está, na luz que existe.

A newsletter Fotografia do Dia está em preparação

Deixe seu email e receba o aviso quando o primeiro envio sair.

Entre antes do primeiro envio.

Você só recebe o aviso de lançamento. Cancele quando quiser.

O foco mora no olho, não no focinho

O focinho é a parte mais próxima da câmera, e o foco por área ampla trava nele sozinho. Com o diafragma bem aberto, a profundidade de campo tem poucos centímetros, e o olho fica de fora.

Selecione ponto de foco único e coloque o ponto no olho mais próximo da câmera. Se o corpo tiver detecção de olho de animal, o manual do fabricante indica como ligar, e o modo precisa estar em animal, não em pessoa.

Com focinho comprido, de pastor a galgo, feche o diafragma um ponto e meio pra trazer olho e focinho pro mesmo plano de nitidez. Perde-se fundo desfocado, ganha-se a cara inteira.

Pelo preto contra fundo escuro: o fotômetro mente

Cachorro preto em sofá escuro é a cena que mais volta cinzenta. O medidor calcula qualquer cena pra um cinza médio, clareia tudo, e o pelo preto perde textura no caminho.

Compense um ponto pra baixo e o preto volta a ser preto. A sombra ganha granulado se você levantar demais a sensibilidade, então abra o diafragma antes de subir o número.

Separação é a outra metade do trabalho. Deixe a luz da janela chegar de lado e um pouco por trás do animal, e o contorno do pelo acende e descola do fundo.

Fundo claro resolve na origem: leve o bicho preto pra parede clara ou pro gramado no fim da tarde. A velocidade certa e a altura do olho são o ajuste que muda a foto de animal, e trocar de câmera com o bicho contra o sofá escuro não muda nada.

Fotografia do Dia está chegando

Deixe seu email e receba o aviso quando o primeiro envio sair.

Entre antes do primeiro envio.

Você só recebe o aviso de lançamento. Cancele quando quiser.