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Como tirar foto no celular: cinco ajustes na ordem em que se usa
Brasil · Leitura de 5 minutos

Neste artigo
O aplicativo de câmera que veio no aparelho tem poucos controles de verdade. A documentação pública dos fabricantes de celular descreve todos eles, e a lista cabe numa mão: ponto de foco, correção de exposição, alto contraste automático, escolha de lente e modo de pouca luz.
Cinco controles, e a ordem de uso importa tanto quanto cada um. Mexer na exposição antes de escolher o ponto de foco desfaz a correção, porque o aparelho remede a cena a cada toque novo.
Nós seguimos a sequência na ordem em que o dedo encosta na tela. Premissa do artigo: aplicativo padrão do aparelho, sem edição posterior, foto tirada com as duas mãos.
Passo 1: tocar no ponto de foco antes de qualquer coisa
O toque na tela faz duas coisas de uma vez, e a segunda é a que quase ninguém enxerga. Ele escolhe onde a lente vai focar e escolhe onde o aparelho vai medir a luz.
Toque no olho da pessoa, e não no meio do quadro. Em retrato, o olho mais perto da câmera é o ponto certo, porque o olho fora de foco denuncia a foto inteira em qualquer tamanho de tela.
O toque longo trava foco e medição juntos, segundo o manual da maioria dos aparelhos. Trave quando o assunto se mexe pouco e você quer reenquadrar sem que o aparelho meça tudo de novo. Destrave tocando fora, quando a cena mudar de luz.
Passo 2: corrigir a exposição arrastando o dedo
Depois do toque, aparece uma escala ao lado do ponto de foco. Arrastar para cima clareia, arrastar para baixo escurece, e o aparelho mantém a correção enquanto o ponto continuar travado.
Duas situações cobrem a maior parte dos casos. Pessoa contra a janela, com o rosto escuro: arraste para cima até perto de mais 0,7, aceite a janela clara demais e salve o rosto. Cena com céu aberto ou parede branca grande: arraste para baixo até perto de menos 0,7, porque a área clara puxa a medição e apaga a cor do céu.
A escolha entre uma e outra tem regra fixa: escureça para proteger a parte clara, clareie para proteger o rosto. Área clara apagada não volta, e a sombra do rosto ainda tem alguma informação recuperável.
Passo 3: decidir se o alto contraste automático ajuda
O modo de alto contraste tira várias fotos com exposições diferentes e junta as três em uma. A documentação dos fabricantes descreve o processo, e ele resolve um problema específico: cena com diferença grande entre a parte clara e a parte escura.
Deixe ligado em paisagem com céu, em contraluz de janela e em qualquer cena com sombra fechada. Nesses casos o aparelho entrega detalhe nas duas pontas, o que uma exposição sozinha não daria.
Desligue em duas situações. Assunto em movimento, porque juntar fotos tiradas em instantes diferentes deixa borda dupla no braço que se mexeu. E silhueta proposital, contra o pôr do sol, porque o modo automático clareia justamente a sombra que você queria preta.
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Passo 4: escolher a lente certa entre as do aparelho
Aparelho com mais de uma câmera traz lentes fixas, e o número na tela troca de lente física até certo ponto. Passado o último passo óptico, o aumento vira corte digital da mesma imagem, sem detalhe novo.
A de 0,5x abre muito o ângulo e serve para cômodo apertado, prédio inteiro e paisagem larga. Ela estica o que fica na borda do quadro, então rosto perto da lateral sai deformado. Use para lugar, quase nunca para gente.
A de 1x costuma ter o maior sensor e a melhor lente do aparelho, conforme a ficha técnica publicada pelos fabricantes. É a escolha padrão. A distância mínima de foco fica perto de 25 centímetros: abaixo dessa marca a imagem sai borrada, e o caminho é recuar um palmo ou usar o modo macro do aparelho.
A de 2x ou 3x aperta o ângulo e é a melhor para retrato, porque permite fotografar de três passos mantendo o enquadramento fechado. O rosto sai com proporção natural, e o fundo aparece menor e mais desfocado.
Passo 5: pouca luz, apoio e três segundos parados
Com pouca luz o aparelho abre o modo noturno e propõe uma contagem, em geral de 3 segundos. A foto só fica limpa se o aparelho ficar parado durante a contagem inteira.
Apoie o celular numa mesa, num corrimão ou numa pilha de livros, e use o disparo por temporizador de 3 segundos para não empurrar o aparelho no toque. Sem apoio, encoste os cotovelos no tronco, prenda a respiração e dispare no fim da expiração, prática corrente entre quem fotografa esporte na mão.
Duas coisas pioram a foto escura. O aumento digital, que amplia o grão da imagem junto com a cena. E o flash embutido, fonte pequena vinda da direção da lente, que apaga textura e queima o rosto mais próximo. Andar dois passos até uma luminária ou uma vitrine acesa resolve melhor que qualquer botão.
O ajuste que muda a foto no celular é tocar no olho e corrigir 0,7 na escala de exposição. O que não muda nada é trocar de aparelho enquanto o dedo continua tocando no meio do quadro.
Nós conferimos na tela. Você toca no ponto certo.
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