O clique · Cálculo
Foto digital: quanta resolução cada tamanho de impressão pede
Brasil · Leitura de 5 minutos

Neste artigo
Megapixel é o número que a vitrine mostra primeiro. Ele conta quantos pontos o arquivo tem e não conta nada sobre a nitidez que você vai ver no papel.
Quem decide a impressão é a densidade: quantos pontos cabem em cada polegada do papel, e de que distância a pessoa olha a foto pendurada. Nós abrimos a conta em três passos e aplicamos tamanho por tamanho.
A régua de densidade usada aqui é a das gráficas. Os guias de envio de arquivo pedem 300 pontos por polegada em material que se segura na mão, cerca de 150 em pôster e 100 ou menos em painel grande.
A conta de pixels por polegada em três passos
Pixels por polegada, abreviado ppi, é o número de pontos do arquivo em cada polegada impressa. Uma polegada tem 2,54 centímetros, e a conta inteira nasce desse único fator.
Passo um: divida cada lado do papel, em centímetros, por 2,54, e você tem o tamanho em polegadas. Passo dois: multiplique cada lado em polegadas pela densidade desejada, e você tem os pontos que o arquivo precisa ter em cada lado. Passo três: multiplique um lado pelo outro e divida por um milhão, e o resultado sai em megapixels.
Feita ao contrário, a mesma conta responde à pergunta prática. Um arquivo de 24 megapixels tem 6.000 por 4.000 pontos; 6.000 divididos por 300 dão 20 polegadas, ou 50,8 centímetros de lado maior em densidade cheia.
10 por 15 centímetros: 2,1 megapixels bastam
O tamanho de porta-retrato e de álbum de família mede 3,94 por 5,91 polegadas. A 300 ppi o arquivo precisa de 1.181 por 1.772 pontos, e a multiplicação dá 2,1 megapixels.
Nenhum equipamento em uso hoje entrega menos que esse número, nem o celular mais simples da gaveta. O tamanho pequeno é o que mais exige densidade e o que menos exige arquivo.
A distância de leitura explica a exigência. A pessoa segura a foto a trinta centímetros do olho, e a trinta centímetros o olho ainda separa detalhe fino.
Quando uma foto 10 por 15 volta mole da gráfica, a resolução raramente é a culpada. Foco no lugar errado, tremida de mão e corte agressivo explicam o resultado antes.
20 por 30 na parede da sala e a distância de dois passos
Vinte por trinta centímetros equivalem a 7,87 por 11,81 polegadas. A 300 ppi, são 2.362 por 3.543 pontos, ou 8,4 megapixels.
Um arquivo de 12 megapixels, resolução comum em celular há anos, tem 4.000 por 3.000 pontos. Ele cobre o tamanho com folga: 4.000 divididos por 300 dão 13,3 polegadas, quase 34 centímetros de lado maior.
A distância muda a régua. Quadro na parede da sala se olha a dois passos, perto de um metro e meio, e a essa distância o olho já não separa 300 de 200 ppi. A 200 ppi o mesmo 20 por 30 pede 3,7 megapixels.
Quadro de 60 por 90 centímetros: a distância derruba a exigência
Sessenta por noventa centímetros dão 23,6 por 35,4 polegadas. A 300 ppi a conta pede 75 megapixels, número fora do alcance de quase todo equipamento de consumo.
A gráfica não trabalha assim. Painel grande sai na faixa de 100 a 150 ppi, porque ninguém encosta o nariz num quadro de noventa centímetros. A 150 ppi o arquivo precisa de 18,8 megapixels, e a 100 ppi ele precisa dos mesmos 8,4 megapixels do 20 por 30 em densidade cheia.
Guarde a relação em vez da tabela: triplicar o lado e dividir a densidade por três pede exatamente o mesmo arquivo. Com ela você responde qualquer tamanho novo de cabeça.
A distância de leitura de um quadro grande fica em dois metros ou mais. Meça a parede antes de escolher a densidade, porque a parede define a distância e a distância define a régua.
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A margem de corte que você guarda antes de imprimir
Sensor de câmera entrega proporção 3 por 2. Papel 10 por 15 e papel 20 por 30 têm a mesma proporção, e a imagem entra inteira. Papel 20 por 25 tem outra, e a gráfica corta 5 centímetros do lado maior, do topo, do pé ou dos dois.
Corte de enquadramento também come pontos. Tirar 30 por cento da largura de um arquivo de 6.000 pontos deixa 4.200, ainda 14 polegadas a 300 ppi, ou 35 centímetros de lado maior.
A regra de trabalho vem antes do clique: enquadre com uma folga de 10 a 15 por cento em volta do assunto e deixe o resto pro corte. Quem enquadra colado gasta a margem antes de chegar na gráfica.
Formato de arquivo na hora de guardar
JPEG descarta informação a cada gravação. Abrir, ajustar e salvar o mesmo JPEG cinco vezes empilha cinco compressões, e a perda aparece primeiro na borda de contraste e no céu limpo.
O formato bruto, chamado RAW, guarda a leitura do sensor sem revelação aplicada e com mais degraus de tonalidade. A documentação do fabricante avisa que o formato é proprietário, então o arquivo de longo prazo pede uma cópia exportada em formato aberto, TIFF ou DNG.
Pra tela, exporte em perfil sRGB. Os guias de envio das gráficas online pedem o mesmo perfil, com a resolução já calculada nos passos acima e sem redimensionar o arquivo duas vezes seguidas.
A densidade certa e a distância de leitura são o ajuste que muda a foto impressa. Megapixel acima da conta de cada tamanho não muda nada no que sai do papel.
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